Carnaval na cidade de Salvador 2021: Como Funcionará em 2021?

Certamente a festa preferida dos brasileiros é o carnaval, de Norte a Sul, de Leste a Oeste, independente do tamanho da cidade, o carnaval não passa batido. Mas é claro que como país do carnaval, o Brasil conta com lugares que carregam a história do carnaval e fazem desta a maior festa de rua do mundo. Como é o caso do Galo da Meia Noite, maior bloco de rua do mundo, com cerca de 2 milhões de foliões, e o gigantesco carnaval em Salvador que reuniu mais de 16 milhões de pessoas na capital baiana. 


Os carnavais de Recife e Salvador vivem em uma eterna “rivalidade” sobre qual é o maior e melhor carnaval do Brasil. Em Salvador, o tradicional são os trios elétricos espalhados pelas ruas que acontecem dia e noite. Em Recife, o maracatu é a expressão musical que impulsiona os blocos de ruas de diferentes tamanhos e níveis de organização pelas ladeiras de Olinda e ruas do Recife Antigo. Em ambos, ocorrem shows abertos e gratuitos a toda a população, mas contam também com áreas vips e pagas. 


História do Carnaval de Salvador 

1884 é considerado o marco decisivo para o Carnaval de Salvador, pois, embora jpa houvesse certa organização de festas, foi neste ano que iniciou a organização de festejos e desfiles de clubes e carros alegóricos com grande participação popular e na rua. Foi o Clube Carnavalesco Cruz Vermelha, criado em 1º de março de 1833 para desfilar com cortejo que percorreu diversos pontos de Salvador. 


A partir de então a história do Carnaval de Salvador passou por altos e baixos que resultaram na personalidade única desta festa. Quando estava completando 100 anos de história, em 1984, nesta época há uma grande formatação de como o carnaval deveria ser feita pela câmara, que impõe a estrutura europeia com temas-enredo e alegorias. Pela primeira vez são montadas arquibancadas com estruturas tubulares, com camatores. Neste ano a prefeitura começa a captar recursos de empresas e inicia também uma campanha para atrair turistas durante o carnaval. 


A história documentada pelo Governo da Bahia descreve “Desfile de carros alegóricos e convite do Trio Papaléguas (com Ademar/Furta Cor) a foliões para dançarem Quinta Sinfonia de Beethoven de rostos colados na Castro Alves marcam convergência de todos ritmos. Após três anos, Olodum volta a sair no Pelourinho e Novos Baianos se despede de encontro de trios.”


100 anos depois, em 1994, com o disco Araketu é bom demais, o Araketu passa a ganha repercussão na mídia nacional e vai a programas de auditório. Neste ano os blocos passaram a adotar os abadás, além disso, pela primeira vez, o carnaval foi feito no Centro Histórico de Salvador. Aproximadamente 600 mil turistas compuseram a cena. 


Em 2004, o Carnaval de Salvador entra no Guinness Book como a maior festa de rua do planeta. Para honrar tal feito, a prefeitura expõe fotos feitas por famílias que viveram o carnaval por gerações. Carlinhos Brown abre os desfiles da folia no Campo Grande com o grupo Zárabes, seguido por 120 dançarinos e músicos da África do Sul convidados pela Prefeitura, que desfilam com danças tribais. 


E dez anos depois, em 2014, o percurso do carnaval foi ampliado e os camarotes para privilegiar visões foram relocados. Neste ano, o Carnaval homenageou os 40 anos de blocos Afros nas ruas. Também foi criada a Vila da Diversidade, no Dois de Julho. A festa arrecadou R$ 55 milhões de patrocínio (Schin, Itaipava, Itaú, Petrobras, Net e governo da Bahia) e se tornou pela primeira vez autossustentável, com sobra de R$ 10 milhões para outros projetos culturais.


No site do Governo da Bahia tem a história completa da maior festa de rua do mundo.


Comentários

Postagens mais visitadas